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quinta-feira, 2 de novembro de 2017

Corrida do Aeroporto 2017 - Resumo da prova

Fiz a Corrida do Aeroporto a primeira vez em 2014. Primeira e única até 2017. Apesar dos meus objetivos passarem pelos trilhos, como ainda não me sinto totalmente apto a grandes aventuras "no mato" e dada a proximidade da prova da minha casa, inscrevi-me. Objetivo: sub50!


O treino, esse, estava aquém do desejado. Não que se precise de treinar muito para uma corrida de 10kms, mas convém fazer os mínimos olímpicos quando traçamos objetivos que poderão ser mais difíceis do que parecem. Na noite anterior, a convite da minha irmã, fui até Sintra ver um teatro imersivo numa "casa assombrada" e só me deitei às 2h da manhã. Uma vez que a corrida foi a 700m da minha casa, aproveitei para dormir o máximo possivel, 6horas!

A prova começa no terminal de carga do aeroporto e termina no mesmo local. Pelo meio corremos pelo novo Eixo Central, pelo Parque Oeste e pela Quinta das Conchas. Este percurso é mais enganador do que parece. Apresenta algumas subidas que, apesar de não terem muito inclinação, são longas o suficiente para moerem as pernas. Já sabia disso, uma vez que é o local onde faço os meus treinos curtos em estrada, e, por isso, consegui gerir o esforço durante toda a prova.

Como é uma prova com um limite máximo de 2500 participantes (que não esgotou), não é preciso chegar muito cedo para se conseguir uma boa posição na partida. À hora marcada, dá-se a partida e ao fim de 200m e duas curvas já tinha saído do grosso do pelotão e podia impor o ritmo a que queria correr. Depois da primeira subida, entramos no Eixo Central, que é plano (naquela zona), e seguimos em direção à Pista de Atletismo Prof. Moniz Pereira. Damos uma volta pelo tartã, saímos e entramos no Parque Oeste. Voltamos a entrar no Eixo Central e seguimos em direção à Quinta das Conchas, que a contornamos - pelo interior - quase na sua totalidade. Saímos e mais uma vez entramos no Eixo Central. Descemos durante cerca de 500, há um ponto de retorno, subimos novamente os 500m e finalmente descemos em direção à meta. No total são 10kms com 160D+, num misto de alcatrão, pedra da calçada, tartã e terra batida.

https://www.relive.cc/view/1252385726


Quanto à minha prestação e ao que me propus, consegui atingir todos os objetivos: sempre a correr e fazer sub50. O facto de conhecer bem as zonas por onde passámos permitiu-me fazer a gestão certa do esforço. Sabia onde podia começar a acelerar nas subidas e ganhei algumas posições nessas alturas. Passei aos 5kms com 24'13" e percebi que ao manter aquele ritmo, o sub50 estava certo. Fiz os 5kms finais em 24'18". OH YEAH!!

Acima de tudo, foi uma corrida que me deu um prazer enorme fazer, não só por ser "em minha casa", como pelas sensações que tive durante a corrida. Não houve cansaço muscular, não houve falta de pulmão, houve apenas falta de treino para conseguir um melhor tempo. Se isto me motivou?! Imenso! O suficiente para 2 dias depois ir fazer um treino de 13,5kms por Monsanto. :D


Os números que importam:
284º da geral
289º do chip
52º do escalão
1º do meu prédio!

domingo, 1 de outubro de 2017

Corrida do Tejo 2017 - Quando um erro compensa.

A Corrida do Tejo 2017 ficou marcada por 3 acontecimentos, onde apenas dois deles mereceram destaque nos grandes meios de comunicação: a vitória masculina de Jesus España, um atleta espanhol; a vitória feminina por parte de Ercilia Machado, mesmo depois de uma queda logo nos primeiros 30/40metros; o engano do Bearded Runner que lhe permitiu fazer um tempo muito abaixo do esperado. Claro que sobre este último acontecimento só eu é que falo, mas pronto...





Mas vamos lá ao que interessa. Esta prova marcava, para além de um regresso mais auspicioso às corridas, o correr a primeira vez com a tshirt mágica da SPEM.



Depois da Corrida Sporting, em que não consegui fazer o tempo que queria por segundos, fui para esta com pouco treino mas com vontade de baixar dos 60minutos. Mais uma vez, pode parecer um tempo modesto para quem já correu 10kms em 42', mas as coisas são como são e tenho de me adaptar ao que tenho agora. Em agosto corri 3 vezes e em setembro fui um "treino" de bicicleta e corri 2 vezes, sempre distâncias abaixo dos 10kms. Apesar disso, no dia da prova, às 9:10 estava a estacionar o carro em Algés. Desta vez fui sozinho e, enquanto estava na minha zona de partida, senti um nervoso que já não sentia há algum tempo.

Sabendo de antemão que não iria conseguir um tempo maravilhoso, mesmo assim enviei um comprovativo de um tempo abaixo dos 45', de outra prova, e consegui um lugar na caixa sub45 e na primeira vaga. Fi-lo consciente que se partisse muito atrás e a ter de ultrapassar muita gente, não conseguiria meter um bom ritmo inicial e que comprometeria o tempo que queria obter. Assim, antes da partida, enquanto estava no meu mundo de pensamentos, olhei em redor a tentar encontrar o pacer dos sub50, de forma a colar-me a ele quando passasse por mim.

Tiro da partida e lá vou eu. Comecei a um ritmo ao qual há muito não corria, abaixo dos 5'/km, e parecia que ia a uma velocidade estonteante. Neste primeiro km fui ultrapassado por quase todos os que estavam atrás de mim, só ultrapassando velhotes que, vá-se lá saber como, partem nestas corridas colados ao grupo da elite, e vão o caminho todo a andar e a prejudicar quem lá vai para correr. Entretanto, vejo a passar ao meu lado um pacer, olhei para a bandeira mas estava toda enrolada e não dava para perceber qual era. Assumi que era o sub50 e mantive um ritmo em que ia atrás dele uns 100m. Estava a sentir-me bem, as pernas estavam a responder e os pulmões a trabalharem bem. De vez em quando olhava para o relógio e percebia que, se conseguisse manter aquele ritmo, conseguiria um bom resultado. Mas isto era anda o inicio da prova, onde tudo é plano. Quando cheguei à primeira subida, ali ao lado do Jamor, embora as pernas continuassem a responder, o ritmo passou logo para a casa dos 5.20-5.30'/km. Foi aqui que tive de usar a cabeça pela primeira vez e obrigar as pernas a não abrandarem. Pensamento de "sou capaz" e quando dei por mim já estava a descer. Aqui, como em outras ocasiões, tive de me lembrar do que o grande José Carlos Santos (que me preparou para o MIUT em 2016) me disse sobre aumentar velocidade. Não é alargar a passada, mas sim aumentar a cadência da mesma. E na descida já estava a abrir demasiado as pernas.

Por esta altura estava a aproximar-me do meio da prova e o pacer já era um ponto vermelho lá ao fundo. O problema de provas de estada com grandes retas é que vemos a malta lá ao fundo mas estão mais longe do que parecem. Encosto-me à esquerda para apanhar uma garrafa de água e quando olho para a direita o que vejo?! Outro pacer com uma bandeira azul... A bandeira não estava enrolada e, para meu espanto, era o pacer dos sub45'! Ou seja, durante 5kms corri atrás do pacer dos sub40' quando pensei ser o sub50'. Isto deu-me um ânimo extra de que estava a correr tudo bem. aliás, melhor que o esperado! Decido fazer o que fiz com o outro e tentar acompanhar à distância. Se o conseguisse manter debaixo de olho até ao fim, provavelmente conseguiria um tempo abaixo dos 50'.

Mas ali a partir dos 7kms começou a custar. As pernas não conseguiam manter o ritmo, por muito que a cabeça dissesse para acelerar. Tenho, inclusivamente, de parar um pouco para passar beber água e lavar a cara. O calor já se fazia sentir com força e as minhas pernas estavam a perder as forças. :) Quando me recompus, arranquei e ao chegar à ingrata subida dos 8kms, sou ultrapassado pelo pacer dos sub50'. Sabia que um tempo abaixo dos 50' estava fora de questão, mas teria de manter um bom ritmo para não deitar tudo a perder nos últimos 2kms. Fechei os olhos, cerrei os dentes e gritei mentalmente para as pernas se mexerem ou atirava-as ao mar.

Entro no último km, olho para o relógio e marcava 48' e fiquei naquela "Sub60' já faço de certeza, sub50' já não faço de certeza, mas um sub55' é bem possivel!". Decido que depois de contornar a rotunda em direção à meta que ia fazer um sprint final, mas não passou apenas de um pensamento, pois as pernas não aceleravam mais nada. Ao aproximar-me da meta vejo o tempo e ia ficar na casa dos 53'.

Cortei a meta com uma alegria tal que mais parecia que tinha feito uma maratona em menos de 3h! Fui buscar a medalha e tive pena de não ter lá a namorada para o beijinho da vitória e a mana para a foto da praxe. Consegui, desta forma, atingir o objetivo de melhorar o tempo da última prova e ficar num tempo próximo daquele que fazia quando comecei nisto das corridas. Há ainda trabalho para fazer, mas esta corrida deu-me outro ânimo para encarar a Maratona de Lisboa no dia 15 de outubro. Mais uma vez, não vou lá para melhorar tempo pessoal na distância, mas sim para a terminar sem problemas. Se o vou conseguir, acho que sim. Basta meter a cabeça a funcionar quando as pernas quiserem desistir.


Sobre a organização e prova em si. É uma prova que gosto e onde não inventando muito conseguem ter algo de muito positivo. O percurso é desafiante o suficiente para se tentar, anos após ano, bater recorde pessoal, temos o mar a brindar-nos mais de metade da prova, é um percurso propício a que haja público a incentivar-nos e há animação em vários pontos. Os blocos de partida e as vagas também ajudam a quem de acordo com os seus ritmos, o pessoal não se ande a empurrar/acotovelar/pisar durante a parte inicial. É daquelas provas onde realmente gosto de participar.


terça-feira, 4 de julho de 2017

Corrida do Sporting 2017

Olá caros amig@s desta coisa das corridas!

Já tinham saudades minhas, já não se lembram de mim ou tanto vos dá como se deu?

Acredito que ainda haja por aí umas almas que até sentiam um pouco a minha ausência.

Mas se há altura em que volto sempre de certeza, é na corrida do Sporting. Posso estar sem correr meses, mas a inscrição e participação nesta prova é 100% garantido. E este ano voltei a repetir o ritual de estar a saltitar à espera do "tiro" de partida. Depois esta prova, apesar de ser em asfalto tem alguma partes mais complicadas (os túneis do Campo Grande e subir a Fontes Pereira de Melo), principalmente para quem apenas fez dois treinos antes da prova - um treino de 4kms e outro de 5,85kms. Mas consegui fazê-la toda sempre a correr, o que foi uma vitória. Acreditem!

A corrida do Sporting tem algumas características que me agradam muito: o horário, a partida, o percurso e a chegada.

O horário: Ao contrário da grande maioria das provas, a corrida do Sporting começa às 20h30, e a explicação é muito simples e concordo com ela a 1000%. Não é por causa do calor, não é para se ver o estádio iluminado ou as luzes da cidade. É apenas para que quem vem de fora de Lisboa, de norte a sul do país, consiga chegar a horas sem ter de se levantar de madrugada. Mais, é possível fazer inscrições na corrida de última hora, para o caso de algum acompanhante decidir participar ou não se ter inscrito no período normal.

A partida: Dá-se numa das laterais do estádio e permite aos atletas contemplarem um dos estádios mais lindos de Portugal. Permite ainda que os acompanhantes dos atletas os consigam ver e desejar boa sorte. Apesar disto, continua a haver, 200m depois da partida, uma zona de afunilamento onde a passagem fica muito dificultada. Quem arranca na elite e muito próximo dela consegue evitar a chatice de estar a levar com o pessoal que parte no fundo do pelotão mas que quer à força toda ganhar a corrida. Nunca ganham. A única coisa que conseguem é acotovelar e pisar quem está a evitar passar sem atropelar.

O percurso: Sai-se do estádio em direção ao Campo Grande, seguimos a Avenida da República, descemos a Fontes Pereira de Melo e voltamos para trás no cruzamento da Augusto Aguiar. Este percurso aliado à hora da corrida faz com que haja sempre muito público a ver passar os atletas, e isso é sempre algo motivador.

A chegada: É dentro do estádio, o que, para os adeptos, é sempre algo espetacular. Já entrámos e subimos logo para a parte relvada atrás da baliza onde estava o pórtico da chegada, já demos uma volta ao fosso antes de subir para o relvado, já terminámos mesmo à entrada do fosso, subindo logo de seguida para a parte relvada... Mas este ano foi uma grande desilusão, pelo menos para mim, quando o pórtico da chegada estava dentro do fosso e foi por aí que se continuou até sair para as bancadas, onde, finalmente, se conseguiu ver o relvado.

Sobre a minha prova. Devido a alguns condicionantes, fui com dois objetivos muito concretos: conseguir fazer a prova toda a correr e terminar abaixo dos 60 minutos. Se consegui o primeiro, o segundo falhei-o por 59 segundos. Para o ano há-de correr melhor. A única certeza que tenho é que, a haver nova edição, lá estarei.


O tempo de 2016


 O tempo de 2017



Sobre o porquê desta (des)evolução, contar-vos-ei tudo brevemente.

quinta-feira, 19 de maio de 2016

TSF Runners 3ª edição

No passado sábado, dia 14 Maio 2016, participei pela primeira vez na 3º edição da corrida TSF Runners.

Não era uma corrida que fizesse parte dos meus planos, muito por causa de ser em estrada e só 10kms, mas foi-me oferecido um dorsal e não resisti em ir lá e tentar um novo PBT.

[Ok, confesso. O maior motivo que me levou a aceitar foi o querer terminar uma prova depois do que se passou na Madeira. É, ainda, uma coisa que não esqueci, que me custa a aceitar e que pensei que atenuasse depois de correr uma prova do início ao fim. Ajudou um pouco, vá.]

Adiante... Apesar de ter um dorsal, estive quase para não ir. Depois ia de certeza. A seguir já não sabia se ia e acabei mesmo por ir. Não, não estou a ficar esquizofrénico, mas o dia de sábado foi um tanto ou quanto atribulado. Já o expliquei no facebook do blog, mas como nem todos lá vão, deixo aqui como foi em 15 pontos:

1- Acordar às 8h.
2- Ir tomar o pequeno almoço à Padaria Portuguesa.
3- Sair de Lisboa e ir adotar um cão à Lourinhã, através da Associação Projecto JAVA.
4- Ir com o pequeno cão ao veterinário e chamar-lhe Pistacho.
5- Chegar a casa às 15horas e almoçar uns noddles de frango instantâneos.
6- Ir ao Continente comprar comida, comedouro e brinquedos para o Pistacho.
7- Chegar a casa às 16h10 e equipar à pressa.
8- Sair de casa às 16:37.
9- Chegar à partida às 16:59.
10- Esquecer da fita para partir nos sub45 e partir no final de todos.
11- Correr que nem um louco até ao primeiro abastecimento porque não bebemos água em todo o dia.
12- Tentar apanhar o pacer dos sub40'.
13- Cruzar a meta e perceber que se fez um novo PBT.
14- Tirar foto à medalha, ao tempo no relógio e às sapatilhas Crivit (Lidl) e postar nas redes sociais.
15- Ir para casa e chegar lá 1h40 depois de ter saído.

Espetacular, não é?! E querem conhecer o Pistacho? Aqui está ele...

Pistacho. A ver se cresce e me acompanha nos treinos!

Sobre o meu desempenho. Era mesmo o que estava a precisar, acima de tudo, a nível anímico. Podia ter sido melhor se, de facto, não me tivesse esquecido da pulseira sub45'. Mesmo a chegar a 1 minuto do tiro da partida, entrava no meu bloco e evita ter de ir para o fim da pequena multidão que ali se reuniu numa tarde de sol para encher Belém de cor e boa disposição. A minha posição na geral podia ter sido melhor, mas o que conta é o tempo bruto, por isso...

Bem, tiro de partida e caminho devagar em direção ao pórtico de partida, sem forçar ultrapassagens ainda antes da contagem (para mim) começar a sério. Assim que ligo o relógio, ligo também o chip mental de competição e acelero a tentar ultrapassar tudo e todos. Aos fim de umas centenas de metros, encontro pessoal amigo e não resisti a meter um pouco de conversa. Este primeiro km foi o meu mais lento, feito em 4'22".
A partir daqui a estratégia foi tentar ultrapassar o pacer dos sub45' e, depois, fazer os possíveis para apanhar o dos sub40'. Com um 2º, 3º e 4º km a 4'06", 4'12", 4'21" respetivamente, o primeiro pacer foi rapidamente apanhado. Imprimi um ritmo mais vivaço, de acordo com o que o corpo me permitia tendo em conta que estava mal alimentado, arranjei uma lebre e os 5 kms seguintes foram feitos entre os 4'15" e os 4'16". Um autêntico relógio suiço. O último km, feito a 4'10", não foi o suficiente para conseguir um tempo abaixo dos 40', mas o suficiente para conseguir um novo recorde pessoal. Assim, terá de ser na corrida do Sporting que vou tentar chegar a este patamar.



Sobre a organização: Três abastecimentos numa prova de 10kms não se vê em todo o lado. Muitos voluntários a darem-nos água e a apoiar os atletas. Uma boa logística na divisão dos percursos das duas provas principais (5kms e 10kms), que evitou que andassem a correr lado a lado ou uns contra os outros. Uma meta com espaço suficiente para os atletas que chegam não terem de se sair dali à pressa. Uma medalha íman, um garrafa de água, uma maça e 2 pacotes de leite (que recusei) foram dados no final. Uma corrida para as crianças com vários insufláveis, fez-lhes as delicias e proporcionou-lhes momentos de grande diversão. Em resumo: tudo impecável e mais não se podia pedir. Não encontrei nenhuma falha e é uma prova que terei todo o gosto em voltar a repetir.

Por último, este recorde pessoal foi obtido com uns sapatos do Lidl, marca Crivit, e que me custaram 20€. Não, não têm a tecnologia de ponta das sapatilhas de 150€, mas, para mim, são impecáveis e mais que suficientes para estas corridas. Por isso, já sabem, às vezes o melhor não é o mais caro.