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quarta-feira, 17 de junho de 2015

Diz que foi um(a espécie de) massacre.

Domingo, 14 de junho 2015, 8h05m, Monsanto.
Quando lá cheguei já lá estavam quase todos. Faltava eu e alguém que ainda conseguiu chegar depois de mim. Não é normal. O que acontece, amiúde, é que eu seja o último. Mas adiante. Quando arrancámos éramos 16 pessoas e uma cadela. Ficámos a perceber que a Nini (a cadela) era quem estava mais bem preparada para o treino, para este Massacre - ou uma espécie disso.

Claro que isto só podia ser um treino do João Campos (não sabem quem é? Fiquem a saber aqui nesta entrevista.), que acha boa ideia que as pessoas se levantem cedo da cama para ir correr no meio da serra, naquele que é o dia da família. O percurso, esse, para além de passar nos locais habituais, teve algumas variações, vindas diretamente de outra cabeça que achou giro praticarmos, para além de corrida, um pouco de escalada.




Com 16 pessoas, já se sabe que cada um tem o seu ritmo. Havendo duas estreantes nisto dos trilhos, os ritmos ficaram um pouco mais lentos que o previsto, mas, verdade seja dita, acho que todos agradeceram estes momentos onde se podia descansar um pouco os pulmões e as pernas. Foi na primeira parede - literalmente - que todos aprendemos uma lição: correr barefoot é muito melhor nos trilhos do que correr com os melhores ténis do mundo. Se tivermos as unhas por cortar, melhor ainda. Podemos cravá-las na terra para aquela aderência extra que tanto nos faz falta. A provar esta teoria estava a Nini, que quando cravava as 4 patas e as unhas na terra, subia disparada a ultrapassar toda a gente. Agora que penso nisto, se calhar a juntar ao barefoot e às unhas grandes, um par extra de pernas dava jeito.





O clima, bem, o clima foi o típico de junho: chuva. O que foi bom. Deu para tirar toda a aderência nas paredes e para nos refrescarmos do ritmo alucinante que levávamos. Deu para olhar para o céu, abrir a boca e hidratar-me nos troços onde não havia bebedouros. No final chegámos todos encharcados, mas o sorriso estava estampado em todos os rostos.





Resumindo, foi uma manhã de domingo daquelas que nos rejuvenesce e nos aquece o espírito. Foram cerca de 15kms em cerca de 2h45m, que nos deixaram preparados para enfrentar o resto do dia com outra garra. Eu aproveitei a tarde para me vingar nas porras fritas na Feira do Livro, porque, como diz o mentor, "A vida não é só corrida"!






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