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segunda-feira, 13 de abril de 2015

Território Circuito Centro - Etapa IV - Sertã

A organização prometeu e assim cumpriu.
Fomos avisados que esta última etapa seria a mais rolante de todas. Seria uma oportunidade para se descansar as pernas das provas grandes que se haviam feito e das que estão para acontecer (que não as provas deles). Houve quem não achasse piada a isto, com alguns comentários mais negativos no facebook, mas olhemos para o conceito desta prova dividida em 4 etapas:


Dito isto, só posso dizer que cumpriram o que haviam prometido. Todas as corridas foram uma oportunidade de conhecer uma zona nova do Centro de Portugal, de passar por paisagens lindissimas e, ainda, de passar um fim de semana diferente. O facto de não ser corredor de pódio, permitiu-me desfrutar das corridas de uma forma bastante descontraída e que me ajudaram na preparação para o meu primeiro Ultra Trail.

Vamos lá então falar da última etapa. Foi em Pedrogão Pequeno e teve partida e chegada no Hotel da Montanha. Um local lindo, no topo de uma colina, que nos deixou acima das nuvens!

O reflexo do sol formou ali um efeito engraçado.

Felizmente, o nevoeiro desapareceu e deu lugar a um sol de verão.

Depois do dorsal recolhido, foi hora de ir trocar de roupa e experimentar uma pomada nova para os pés. Parece que estão a sofrer de bolhas e essas coisas. Preparei-me e fui para a partida, onde encontrei algumas pessoas com quem fui correndo ao longo das etapas. Mais uma vez, e antes da partida, o organizador explicou os motivos de terem feito dois percursos mais "fáceis" e rolantes. Fiz o Controlo 0 e posicionei-me para arrancar. Desta vez queria fazer uma prova sem paragens para fotos, a dar o meu máximo e a tentar uma boa classificação. Uma vez que a prova tinha só 20kms e era rolante, nada como tentá-lo! E de facto a prova foi bastante rolante. Sem grandes trilhos técnicos e a grande maioria em estradões ou em single tracks um pouco mais largos. Corri sempre que consegui, nas subidas só abrandava quando as pernas não davam mais e nas descidas... bem, nas descidas, ia a ritmos alucinantes. Sempre de braços abertos para equilibrar o corpo. Tanto que no final da prova um gajo estava a dizer "Epá, nas descidas passaram por mim que até me fizeram comer cascalho!", e depois de me ver "Olha, foi ele!".

Mas, claro, as subidas também existiram e fizeram-me caminhar e praguejar um pouco. De qualquer forma, foi sempre a dar-lhe no passo rápido. Corpo curvado, mãos nos joelhos e lá ia eu a passar neles e nelas. A zona mais técnica foi quando contornámos uma barragem, com trilhos em xisto solto, e onde tirei as duas únicas fotos durante a prova! Sim, é verdade, só tirei duas fotos durante a prova! E sem parar!

Lado direito da barragem.

Lado esquerdo da barragem

No final, como é hábito, brindaram-nos com uma pequena subida do estilo escalada. Aqui, ao fim de 18kms sempre a 'dar-lhe gás', senti as pernas a não quererem subir. É que, para além de ser uma subida, é daquelas que temos de lebantar bem a perna porque existem degraus feitos de raízes e pedras. Obviamente, que tinham lá um fotografo para registar as novas caras de sofrimento.

Até 'assopro'!

Desta subida até à meta foi um instante. Acelerei mais um pouco e dei o meu salto quando cruzei a meta. O meu relógio marcava 2h13m de prova. Foi o tempo que demorei a fazer os 20kms. Como podem ver, e sabendo vós que sou uma pequena caracoleta, a prova foi mesmo rolante. Fui ver a folha das chegadas e o meu dorsal estava na posição 41 da geral. Se se tirarem as mulheres que ficaram à minha frente, sou capaz de ter um bom resultado na geral masculina.

Território Circuito Centro: Done!

Sobre a organização e o conceito, só posso dizer coisas boas. Sempre bem dispostos, a ajudarem, com bons percursos e boas marcações. No geral, foi 5 estrelas! Prevejo que, se forem sempre assim, vou ser muito feliz no Monte da Lua. A medalha de finisher, bem, essa mostro-a assim que encontrar todas as partes!

sexta-feira, 13 de março de 2015

Ainda sobre Vila de Rei.

Ao que parece, eu falo/escrevo muito, mas esqueço-me sempre de dizer metade. Nem falei sobre a organização, nem se gostei ou não... Enfim, uma tristeza!

Organização: Mais uma vez, presentearam-nos com uma prova extremamente interessante (vá, mais para os dos 60K+) e muito bem marcada. Desta vez, nunca em ocasião alguma me enganei. Nos cruzamentos, tiveram o cuidado de colocar ainda mais fitas para termos a certeza do caminho certo. Os abastecimentos foram suficientes para a distância de 23kms e completos em todos os aspetos. A única coisa menos positiva que posso dizer sobre os abastecimentos é que o primeiro abastecimento estava muito longe da partida: 15kms. Para uma prova de 23, e tendo em conta o calor que estava, torna-se excessivo. Até, porque, depois, o segundo abastecimento estava localizado a 5kms do primeiro. Talvez, por causa da tipologia do terreno e da dificuldade em ter um posto de abastecimento mais próximo, tenho sido a base desta decisão. Mas lembro-me que por entre o km 9 e 10, quando atravessámos a estrada nacional, havia um espaço bastante bom para ter o primeiro abastecimento. E penso que um 1º abastecimento por essa distância, não faria mal.
Sim, eu sei que temos de ser auto suficientes, mas mesmo que uma pessoa quisesse desistir por um qualquer motivo, teria que ir até ao km 15.
De resto, nada a apontar. Com elementos colocados em pontos chaves da prova, permitiu que se tirassem umas fotos muito giras ao atletas. No final, um bom banquete para aqueles que iam cruzando a meta com fome. Os banhos também estiveram à altura da ocasião. Usando os balneários das piscinas, a cerca de 600m da meta, permitiu que todos tomassem um banho refrescante com água quente (morna, vá. Fria para os últimos.)

A prova: Como já tinha dito, a primeira parte foi um pouco monótona e com bastante estradão. Bom para as velocidades, mau para quem gosta de coisas mais técnicas. A segunda parte foi bastante mais interessante, com bastantes zonas técnicas e muito giras. Hortas, canais de rega, cursos de água, paredes com degraus, alguma escalada, quedas de água, vegetação verdejante e alguma que nos arranhava as pernas. Gostei da prova. Mais da segunda parte que da primeira, mas é sempre tão bom estarmos a correr pelo meio da natureza. Correr faz-me feliz, como se vê pela foto abaixo.



Agora, falta a quarta e última etapa - Sertã - mas, antes disso, ainda tenho Piódão! :D

quarta-feira, 11 de março de 2015

Território Circuito Centro - Etapa III - Vila de Rei

A corrida já foi quase há uma semana e eu ainda não fiz o devido post. Isto porque mal tenho tempo para ver The Walking Dead, Vikings, Better Call Saul e o Masterchef Australia, quanto mais para escrever um post! Depois, com o recomeço das aulas, ainda está pior. Mas pronto, aqui vai agora.

Ponto primeiro e antes de avançar!! Já deu para ver pelo Papa Kilometros que a prova dos 67kms foi muito gira, cheia de coisas super interessantes, repleta de paisagens de taquicardias, mas a prova dos 23kms foi, em grande parte, muito fraquinha. Mas já lá chegamos.

Sábado, 4:30 da manhã e toca o despertador. Bolas para isto que estava tão bem ferradinho a dormir desde as 1:30. 3 horas de sono devem chegar. Sair da cama, vestir, preparar o pequeno almoço para comer quando chegasse a Vila de Rei. Com tudo organizado na noite anterior, o protocolo matinal - ou madrugal - foi mais fluido. Por volta das 5:15, fui dar beijinho à menina - que mal abriu os olhos para se despedir - e saí de casa. Tinha cerca de 160kms pela frente e não me queria atrasar muito. Pelo caminho, pude ver o sol a nascer. Mesmo que na autoestrada, é sempre uma coisa que nos aquece o espírito.



Chego a Vila de Rei por volta das 7:15. Bastante a horas, portanto. Mando mensagem a avisar da chegada e vou levantar o dorsal. Quando estou no secretariado, topo um gajo alto a olhar para mim. Pensei logo que tinha que fazer a minha cara de poucos amigos e que tinha namorada. Mas ele vem até mim de mão estendida e apresenta-se. Afinal, era só o Carlos Cardoso. Claro que mudei logo de tromba e sorri. Agora, fica aqui o aviso para todas as pessoas. EU NÃO RECONHEÇO NINGUÉM, MAS MESMO NINGUÉM!! Não é que não queira, nem é por mal,simplesmente não consigo. Fico a olhar para as pessoas com cara de parvo e pronto. Estivemos ali um pouco na converseta e quando chegou a hora de equipar e briefing, cada um foi à sua vida. Os dos 60K+ partiram com 30minutos de avanço. Durante o briefing dos 20K+ o organizador disse-nos logo para não tentarmos recuperar o tempo perdido, que não valia a pena e que isso nos poderia sair caro na parte final da prova. Que o início era bastante rolante, mas que depois se tornava bem mais técnico. Vamos lá para a partida e embora que se faz tarde.




Arrancámos pelo meio de Vila de Rei até chegarmos a um estradão de terra que entrava na serra. Depois, este estradão, exceptuando um pequeno traçado, durou quase 16kms! Eu gosto de estradão, mas não estava a contar assim com tanto numa corrida tão pequena. Ao km 3 primeira grande subida. Estávamos a subir até ao marco geodésico e foi difícil, bastante difícil. Se no inverno há o problema da lama, no verão há o problema da pedras e terra solta. A custo e a andar, lá trepámos colina acima.



A partir daí, iniciámos uma descida por trilho mais técnico e single track. Gosto destes trilhos. Para além de serem rápidos, sentimos as árvores e as ervas a roçarem em nós e ainda nos dá uma maior sensação de velocidade. Até que voltámos a entrar em estradão e foi assim até ao primeiro abastecimento, ao km15. Era estradão para cima, estradão para baixo, mais declive, menos declive, plano. Enfim... Os dois pontos mais interessantes nestes primeiros 16kms foram a parede de escalada e a parede de rappel. A parede de escalada devia ter uns 30metros e tivemos de a escalar sem ajuda de cordas; a parede de rappel, lá tinhamos uma corda para evitar que nos esbardalhássemos montanha a baixo. E adivinhem lá quem eu encontrei no início da parede de rappel e com quem tirei uma foto? :D Fiquei tão contente que até tive de usar um smiley para me expressar convenientemente!





A partir daqui, entrámos na zona mais interessante na corrida mais pequena, apelidada de "Trilho das Cataratas". Corremos quase sempre ao lado de um pequeno rio (ou ribeiro) e tivemos de o atravessar bastantes vezes. E, claro, de vez em quando apareciam umas pequenas quedas de água deslumbrantes. Foi a partir daqui que eu me marimbei para o tempo e me dediquei à fotografia! Esta segunda parte do percurso teve pormenores muito giros, desde descer paredes através de degraus embutidos nela, como correr pelos canais de rega. Atravessámos hortas e fomos cumprimentados por quem nelas trabalhava.





Pouco depois do segundo abastecimento, nova parede de escalada, desta vez com cordas e tudo para que a conseguíssemos subir. Lá me agarrei a elas e fui escalando, escalando, escalando.... Entrámos na parte final e novamente tracks perto de água, o que me permitiu refrescar a cara e os pés sempre que me apetecia. Mais uma vez, passam duas pessoas por mim que me desejam boa sorte - eu costumo fazer o mesmo -  e ela continua e diz que me reconhece de alguns treinos do Correr na Cidade e do João Campos. Claro que eu não reconheci ninguém, mas se eles diziam que sim, eu disse o mesmo. Fomos algum tempo juntos mas depois eu paro e eles seguem. Só já os voltei a ver na meta.




Esta malta da organização gosta muito de fazer uma coisa: quando achamos que estamos quase a chegar, ainda conseguem desencantar uma subida daquelas tramadas para não chegarmos a rir e frescos e fofos à meta. Desta vez, não foi diferente. Lá a subi, lá comecei finalmente a descer e lá cruzei a meta. Foram 23k em 3h24'57". Depois da meta, comer alguma coisa, banho e regressar a casa, onde dormi uma bela de uma sesta! :)


quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

1ª Etapa Território Circuito Centro - Proença-a-Nova

Já foi quase há uma semana e ainda não tinha aqui vindo contar nada sobre a prova mais gira que fiz até hoje! Não é que tenham sido muitas, é verdade, mas esta tinha uns cenários espetaculares. Dificilmente consigo descrever os locais por onde passei através de palavras, mas no post abaixo, podem ver algumas fotos tiradas pela organização durante o reconhecimento do percurso. Em alternativa, podem sempre ir ao Quarente e Dois ver as fotos e video do Filipe.

Assim, resta-me falar da minha prova. Descobri que há duas coisas que atrasam o meu andamento: as subidas e as descidas. Descobri também por que é que nunca vou ficar nos lugares do pódio: paro para tirar muitas fotografias. Mas sejamos honestos, eu fico contente se conseguir uma classificação a meio da tabela, por isso, não tenho problemas em parar de 10 em 10 minutos para registar aquele lugar. Mas, dizia eu, que vos ia falar sobre a minha prova. Os 20+ acabaram por ser 26 e uns pozes, o que me levou a pensar num tempo perto das 3h. Arranquei confiante mas sem apertar porque não queria ir abaixo logo na primeira subida. E se havia subidas! Enquanto as consegui subir a correr, fi-lo; quando as pernas já não davam para mais, andei. A determinada zona, um manto de gelo cobria as ervas verdes, dava uma beleza imensa ao percurso. Foi aqui que sujei as calças pela primeira vez, quando fui ao chão duas vezes seguidas. O dia estava solarengo, mas sentia-se o frio, e o vapor da respiração era visivel. Eu uso óculos, quando vou a correr o vento passa por eles e não deixa embaciar as lentes. O mesmo não acontece quando vou a andar ou quase parado. Lentes embaciadas, gelo no chão e uma ladeira, só pode resultar numa coisa. Por volta do km 7, apoio mal o pé esquerdo e senti uma dor no peito do pé. Pensei logo que já tinha estragado tudo, que o tivesse torcido, mas fui aguentando e consegui terminar a prova, tendo um cuidado extra ao pousar o pé.



As subidas, já vos disse que havia muitas subidas? E grandes! Quase intermináveis! Centenas de metros sempre a subir. Ando nisto dos trilhos há pouco tempo, e onde sinto mais dificuldade é mesmo nas subidas. Como não sou atleta de pódio, quando me custa, ando. Nas descidas senti-me mais confiante, muito porque não senti dores durante a prova. Costumava sentir uma dor no parte de fora do joelho direito, que me impedia de correr nas descidas ou mesmo descer escadas. Desta vez não senti nada disso, talvez porque os treinos são mais intensos e adequados aos trilhos.



Acabou por correr muito bem e com tanta subida a andar e as paragens nos abastecimentos, cruzei a meta ao fim de 3h38'. Na próxima etapa, de 25kms, tento ser mais rápido e tirar menos fotos.




Quanto à organização, nada de negativo a apontar. Aliás, só posso mesmo dizer coisas boas. Um secretariado a funcionar às portas da prova; uma tshirt que de tão gira que é, já a usei como roupa normal; marcações impecáveis (a única vez que me enganei foi mesmo por ir a pensar na morte da bezerra); um percurso com um pouco de tudo, desde zonas bastante técnicas até alcatrão apra descansar e acelerar; abastecimentos muito completos e com voluntários extremamente simpáticos; controlos sem ser preciso chips e coisas do género; uma medalha finisher muito original. A outra prova que tinha feito com a Horizontes tinha sido a da Ericiera e tinha ficado com boa impressão deles. Parece-me um bom presságio para me inscrever no Monte da Lua.

Agora, venham de lá as 3 etapas restantes!


sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Previsões para sábado de manhã.

Frio, gelo, subidas, água, pedras...








E 26kms de vistas espetaculares e diversão!

(Todas as fotos são da autoria da Horizontes e estão no facebook da prova!)