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segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Improviso por Monsanto.

Como disse no post sobre o treino extremo em Sintra, tentei fazer uns videos com o meu telemóvel mas acabei por não conseguir aproveitar nenhum, muito porque este está a dar os últimos suspiros.
Mas pedi uma câmara de filmar emprestada e fui experimentar a coisa para Monsanto.
O resultado é o que podem ver abaixo!

Atenção, não tem música associada e é apenas um filme sem qualquer edição. Comecei a filmar quando entrei num track de downhill das bikes e parei de filmar quando cheguei ao alcatrão. Quando perceber de edição de video e tal, farei uma coisa mais catita e com uma banda sonora à altura.

Aaaahh!! Também preciso comprar uma cam para mim, mas se alguém quiser oferecer, eu não me nego!


quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Trilhos Extremos de Sintra - Sintra Extreme Trails

Quem conhece o João Campos, conhece o seu chavão "Porque a Vida não é só Corrida". E ele não mente. Há todo um sofrimento associado a ela. A ela, à corrida. Bem, também o há associado à vida, mas isso são outros quinhentos.

Dito isto, se aceitamos um treino do João em que o nome do treino tem estas três palavras - , trilhos, extremos e Sintra -, sabemos à partida que vamos sofrer. Não sabemos com que intensidade, se muito se pouco, apenas sabemos que vai existir dor.

Mas eu gosto de sofrer, e, por isso, foi com agrado que aceitei o convite do João para ir fazer um pequeno treino pelos trilhos da serra de Sintra. Assim, no domingo, dia 23, um pelas 7horas da manhã, lá estava na Lagoa Azul, pronto para fazer os 24kms com um desnivel positivo de +-1200m. Felizmente, não fui o único louco a aceitar o desafio, e no total éramos 13 pessoas (12 meninos e 1 menina).

Correr na serra nunca é fácil. Correr na serra de Sintra torna tudo mais difícil. Esta dificuldade só é superada pela vistas maravilhosas que a serra nos dá Subir à Pedra Amarela e conseguir ver todos os elementos que constituem este mundo (terra, árvores, água, céu, nuvens e as próprias construções humanas) é algo que entra pela retina e se grava na memória de longo-prazo. Este percurso tem de tudo: trilhos técnicos, estradões para deixar as pernas rolarem, subidas infernais e descidas alucinantes.

Fizemos os 24kms em 4h45m, com as sempre necessárias pausas para comer e, claro, tirar fotografias. Foi uma excelente manhã passado com amigos, conhecidos e desconhecidos que se tornaram conhecidos (ainda hoje estou para perceber porque é que ele diz que é quase queniano), todos juntos a partilhar uma paixão: o trail running!

Para a posterioridade, ficam algumas fotos! Fiz alguns videos que queria aqui meter, mas fi-los com o telemóvel que está mais para o lado negro da luz que o lado dos Teletubbies e, por isso, estão todos marados e com paragens. Se alguém quiser oferecer uma GoPro, esteja à vontade! Se alguma marca estiver a ler isto e queira oferecer alguma coisa, também preciso de uns sapatos novos.










segunda-feira, 6 de julho de 2015

I Treino de Trilhos by Pernas de Gafanhoto - Praga de Gafanhotos invade Monsanto

Foi com algum nervosismo que na passada quinta-feira (2 de julho), às 19:02, estacionei o carro no parque perto da Pastelaria Califa. À minha espera já lá estavam o João e o Paulo. A pouco e pouco foi chegando mais gente, uns Gafanhotos, outros não Gafanhotos. Quando pedi a atenção de todos para apresentar o treino, éramos 23 pessoas, prontas para o 1º Treino de Trilhos dos Pernas de Gafanhoto. (Quem ainda não conhece, pode ver a página do Facebook AQUI)

Com alguns minutos depois da hora prevista, estreantes, iniciantes, "habituantes" e alguns batidos, todos arrancámos num percurso que pensei ser o indicado para esta heterogeneidade de corredores. Com algumas subidas suaves, com algumas subidas agressivas, com estradão, com alcatrão, com trilhos técnicos, com descidas que deixam os quadríceps em brasa, todos conseguiram terminar o percurso vivos e a sorrir. A força de um grupo percebe-se pelo seu elemento mais "fraco" e, neste grupo, fomos muito fortes. Ninguém ficou para trás, ninguém ficou a sentir que estivesse a atrasar o grupo. Cada um correu o que conseguiu e como conseguiu. No final do treino, já a noite se tinha levantado, os 15kms com cerca de 380D+, foram concluídos em 2horas e 30minutos. Treino de brincadeira para alguns, treino de autêntica superação para outros, todos estavam felizes e com vontade de repetir a dose. Noutro dia, claro, que a hora já pedia o belo do jantar. Ficou a promessa que o próximo treino acontecerá brevemente.

Quanto ao treino, houve falhas. Talvez não sejam falhas, mas arestas a limar. Orientar um grupo de 23 pessoas é difícil, mais difícil que aquilo que se possa pensar! Valeu-me a grande ajuda do João Campos - a quem envio um enorme obrigado - e a de outros corredores conhecedores de Monsanto.

A todos os presentes só posso dar o meu muito obrigado por terem estado presentes, por terem aceitado o desafio, ainda por cima sendo orientado por alguém que se perdeu na primeira vez que foi para Monsanto sozinho. Esperam que também tenham gostado, que tenha sido um início de noite diferente e agradável, que os estreantes tenham ficado com o "bichinho" do trail e que os "batidos" ficado com vontade de se juntar a nós no próximo treino.











segunda-feira, 29 de junho de 2015

1º Treino de Trilhos Pernas de Gafanhoto - Preview

Ou em inglês, para ficar melhor: I Trail Train Session by Pernas de Gafanhoto!

Como vos disse há uns tempos, andava aí com umas ideias que serviriam para eu treinar e ainda meter outros a correr. Assim, surgiu o 1º treino de trilhos, orientado por mim, com a ajuda dos meus colegas Gafanhotos, e aberto a quem quiser aparecer. Será um treino informal onde estarão algumas pessoas que se irão iniciar nos trilhos.

O percurso será acessível a todos e divertido, tendo estrada e algumas zonas mais técnicas. Serão cerca de 15kms e 400D+. Não sou grande conhecedor de Monsanto, mas gosto deste percurso que costumo fazer com regularidade, quer pela distância, desnível, pelas zonas mais técnicas a ziguezaguear a vegetação e pelas subidas que me deixam sem fôlego e a caminhar de nariz no chão. Teremos, inclusivamente, uma pequena parede de escalada que, se todos quiserem, a podemos subir duas ou três vezes.

Será uma oportunidade para as pessoas conhecerem melhor os Pernas de Gafanhoto e de passar um final de tarde divertido. Já conto com a presença de nomes sonantes, como o João Campos, e, se forem todos os que aceitaram o convite no Facebook, seremos mais de 30 pessoas. Quero muito que tudo corra bem e que este seja o primeiro de muitos treinos. Quem se quiser juntar, basta aparecer no estacionamento ao pé da Pastelaria Califa, em Benfica, pelas 19:30, equipado a rigor e com vontade de correr! Podem ver o evento no Facebook AQUI. É JÁ DIA 2 DE JULHO!


Depois, tenho ainda planos para outros treinos, mais virados para o reforço muscular e funcional, mas ainda está em estudo o dia e local da primeira sessão. Quando estiver tudo definido, comunicar-vos-ei!

quarta-feira, 17 de junho de 2015

Diz que foi um(a espécie de) massacre.

Domingo, 14 de junho 2015, 8h05m, Monsanto.
Quando lá cheguei já lá estavam quase todos. Faltava eu e alguém que ainda conseguiu chegar depois de mim. Não é normal. O que acontece, amiúde, é que eu seja o último. Mas adiante. Quando arrancámos éramos 16 pessoas e uma cadela. Ficámos a perceber que a Nini (a cadela) era quem estava mais bem preparada para o treino, para este Massacre - ou uma espécie disso.

Claro que isto só podia ser um treino do João Campos (não sabem quem é? Fiquem a saber aqui nesta entrevista.), que acha boa ideia que as pessoas se levantem cedo da cama para ir correr no meio da serra, naquele que é o dia da família. O percurso, esse, para além de passar nos locais habituais, teve algumas variações, vindas diretamente de outra cabeça que achou giro praticarmos, para além de corrida, um pouco de escalada.




Com 16 pessoas, já se sabe que cada um tem o seu ritmo. Havendo duas estreantes nisto dos trilhos, os ritmos ficaram um pouco mais lentos que o previsto, mas, verdade seja dita, acho que todos agradeceram estes momentos onde se podia descansar um pouco os pulmões e as pernas. Foi na primeira parede - literalmente - que todos aprendemos uma lição: correr barefoot é muito melhor nos trilhos do que correr com os melhores ténis do mundo. Se tivermos as unhas por cortar, melhor ainda. Podemos cravá-las na terra para aquela aderência extra que tanto nos faz falta. A provar esta teoria estava a Nini, que quando cravava as 4 patas e as unhas na terra, subia disparada a ultrapassar toda a gente. Agora que penso nisto, se calhar a juntar ao barefoot e às unhas grandes, um par extra de pernas dava jeito.





O clima, bem, o clima foi o típico de junho: chuva. O que foi bom. Deu para tirar toda a aderência nas paredes e para nos refrescarmos do ritmo alucinante que levávamos. Deu para olhar para o céu, abrir a boca e hidratar-me nos troços onde não havia bebedouros. No final chegámos todos encharcados, mas o sorriso estava estampado em todos os rostos.





Resumindo, foi uma manhã de domingo daquelas que nos rejuvenesce e nos aquece o espírito. Foram cerca de 15kms em cerca de 2h45m, que nos deixaram preparados para enfrentar o resto do dia com outra garra. Eu aproveitei a tarde para me vingar nas porras fritas na Feira do Livro, porque, como diz o mentor, "A vida não é só corrida"!









segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

O Trilho da Cobra, em Monsanto.

Sábado, 14 de fevereiro, manhã do dia dos namorados. Monsanto.

Naquele que é o dia dos namorados, fui passar a manhã com uma das minhas paixões: o trail.
Acordei e tomei o pequeno almoço, fui deixar a namorada ao trabalho e bebi um café e comi um pastel de nata. Voltei para casa para me equipar e fui até Monsanto suar. Antes de sair de casa, publico no Facebook que vou "passear a lycra até Monsanto", e logo um amigo me manda mensagem a dizer que se quer juntar. Afinal, seria a 3. Lá nos encontramos no local do costume e depois de gps, relógios, telemóveis e apps, tudo a funcionar, arrancámos a ritmo calmo. O percurso seria o mesmo de sempre. Um percurso circular com pouco mais de 15kms e que nos dá um D+ de cerca de 370m. Até sábado passado, este percurso não tinha nome, mas agora já o tem. É o Trilho da Cobra! Porquê? Por isto!

Como diz nos espelhos dos carros:
"As imagens parecem mais pequenas do que são na realidade!"
(A bicha era enorme!!)


Íamos nós muito bem quando o ouço a gritar "Cobraaaaa!!" e a travar a fundo. Ele disse que não passava ali, eu - valentão - disse que ela não fazia mal e dei um passo na direção dela. A magana levantou logo a cabeça e eu recuei imediatamente. E ali estavamos nós, dois homens feitos, um de barbas até ao pescoço, a decidir o que fazer à vida. Se tentar saltar, se voltar para trás. A decisão foi tomada quando a bicha abriu um cadito a boca: ir de roda. Afinal de contas, aquilo é a casa dela, nós é que a estamos a invadir. É mais ou menos o que acontece quando estamos em casa e as moscas vão, vez após vez, contra a nossa cabeça. Eventualmente, acabamos por matar o pequeno ser, porque está no nosso território e, ainda por cima, a incomodar. A cobra poderia fazer-nos o mesmo caso quiséssemos saltar-lhe por cima!

Lá demos a volta e continuámos o nosso treino, sempre nas calmas. Ainda vi a minha vida a andar para trás (ou para a frente) quando numa descida bem acentuada e cheia de lama, começo a embalar e a inclinar o corpo para a frente. Juro que estive a uma queda de me mascarar de "Tonecas Desdentado". Fizemos os 15,5kms em 1h55', o que, tendo em conta que ainda andámos algumas vezes porque ele estava destreinado, foi muito bom. Foi o meu primeiro treino de trilhos este mês, e só de pensar que daqui a 5 semanas tenho o meu primeiro Ultra, até me dói o coração )porque as perninhas vão doer no dia 28 Março!)

O que vale é que Março é um mês com bastantes provas e terei um treino mais afincado. Entretanto, Vou dedicar-me ao treino de reforço muscular e a subir umas escadas.

Percurso Parte I e II (dividi por motivos que não se revelaram produtivos no que queria. Uma app.)

sábado, 31 de janeiro de 2015

Da Roca a Sintra.

Domingo, 25 de janeiro, 44kms.

Os primeiros 17kms foram feitos na 25ª Corrida Fim da Europa, naquela que foi a minha estreia na prova. Correu bem. Tinham-me dito que havia um ponto critico, uma espécie de parede em forma de estrada e que para muitos dos atletas o grande objetivo é subi-la sem parar, coisa que consegui sem abrandar muito o ritmo; que o inicio é sempre a subir, cerca de 3kms, a ziguezaguear pela Serra, coisa que também fiz sem parar de correr; que o final é sempre a descer - coisa que eu, talvez por me dizerem sempre isso nos trilhos e nunca ser bem assim, não acreditei - e é mesmo sempre a descer, onde fiz bons ritmos e sem dores. Ao fim dos 17kms e 1h25' cortei a meta. Podia ter feito melhor, mas ainda me esperava um longo regresso até Sintra. Se quiserem ler mais detalhadamente sobre a Fim da Europa, podem fazê-lo aqui.

O regresso  do Cabo da Roca para Sintra há muito que estava pensado. Seria a correr, por trilhos, pelo meio da Serra, num percurso a rondar os 25kms. No final da Fim da Europa, trocar de roupa, de ténis, mochila às costas e foi ver 5 'manos loucos' a partirem com um sorriso na cara. 





O inicio foi perto do Farol, na zona mais ocidental da Europa. Do outro lado, quase que se via as Americas. Começámos bem, a descer. A descer bem! Por trilhos bastante técnicos cheios de rocha, vegetação e alguma areia solta. Mas como no final de qualquer subida há uma descida, o contrário também é verdade, e, quando demos por nós, estávamos a praticar escalada. Os primeiros 1500m foram feitos em 35minutos! Num cenário completamente deslumbrante, subimos por um single track rodeado de vegetação, que nos deixou sem ar nos pulmões, pela sua dificuldade e pela sua vista. Para onde quer que olhássemos só se via água. Foi, provavelmente, o lugar mais lindo onde já estive.








Passámos por outro grupo de pessoas decididas a enfrentar aquelas arribas, aquele sobe e desce louco que nos deixa os músculos das pernas a arder e o coração a bater 4 vezes mais o seu normal, ao mesmo tempo que nos enche os pulmões de ar puro a cada golfada de ar que engolimos.










Depois, e até entrarmos realmente na Serra, o percurso foi mais fácil e feito de estradões de terra batida. Até chegarmos à Azóia foi um tirinho, onde ainda nos deparámos com algumas subidas que nos fizeram andar grande parte delas. Pelo caminho, ainda parámos no Moinho de Don Quixote, um restaurante escondido perto da falésia, quase na Azóia, com uma vista fantástica sobre o oceano. Fomos, também, beber água fresquinha de uma fonte e descansar um pouco as pernas. Depois deste ponto, estávamos mais do que prontos para a Serra.





Quando entrámos na Serra o percurso ficou bem mais técnico e complicado. Seguir o caminho numa prova é relativamente fácil por termos as marcações. Seguir um track num GPS, já requer algum cuidado extra e muito de 'tentativa e erro' quando nos deparamos com uma encruzilhada e temos de decidir se viramos já ali ou na próxima estrada. Mesmo com 3 pessoas com o track no GPS, houve alguns enganos, mas que nos fizeram correr um pouco mais, o que também é bom.








O trilho estava bastante degradado, cheio de árvores caídas que dificultavam imenso a passagem. Ora tínhamos de trepar os troncos, ora tínhamos de quase rastejar para avançar. A juntar a isto, as chuvas recentes deram uma vivacidade extra às silvas que nos tentavam arrancar olhos, e tornavam perigosamente escorregadias as pedras com musgo. Este era um trilho essencialmente para bicicletas, pois as rampas para os saltos abundavam por ali. Não fossem as árvores a impedirem a passagem, e tínhamos corrido um pouco mais. Assim, muito desta parte do percurso teve de ser feita em andamento rápido. O que também não faltou no caminho foram pequenos altares de rituais voodoos, ou qualquer coisa do género. O 'melhor' que vimos foi um cheio de fruta e legumes, que metia a Carmen Miranda a um canto.






Depois desta zona, apanhámos, finalmente, trilho para correr, e não nos fizemos rogados. Fomos por ali abaixo, em plena comunhão com a Serra e a Natureza, ouvindo os pássaros e a água que passava num pequeno riacho. Foi das zonas mais giras do percurso, entre árvores, com o sol a iluminar o caminho. Felizmente, não choveu, o que nos permitiu desfrutar muito mais do 'pequeno' treino que estávamos a realizar. Por esta altura, já íamos com mais de 2horas de corrida e ainda mais de metade do percurso por fazer. Apesar disso, e como isto dos trilhos é para se apreciar, as paragens para as fotos eram uma constante. Aqui, de vez em quando, lá nos cruzávamos com outras pessoas que por ali andavam a passear. Vimos casais com bebés de colo, casais a passearem os cães, um grupo a fazer umas filmagens quaisquer - pelo sitio onde estavam a filmar, não me admirava nada que fosse um daqueles filmes com um guarda-roupa muito reduzido -, só não vimos foi outras pessoas a correrem. Foi então que demos com aquela que seria a segunda grande subida do percurso.

 

Ainda arriscámos corrê-la um pouco, mas rapidamente desistimos dessa idiotice e caminhámos-la. No final, e enquanto se esperava que o grupo se unisse, foi hora de comer qualquer coisa. Valeram-nos as sandes e napolitanas dadas no final da Fim da Europa. Dividimos a comida entre nós, reabastecemos forças, hidratámos o corpo e seguimos viagem. A coisa que mais gosto nisto dos trilhos, para além do desafio físico, é, sem qualquer dúvida, os locais por onde passamos e a sua beleza. Muitas vezes, se não fosse pelos trilhos, nunca seriam vistos. Desta vez, não foi diferente. Encontrámos uma lagoa 'secreta' linda onde aproveitámos para tirar mais umas fotos e deliciar os olhos. Ok, não seria secreta porque andava lá mais gente a pé, mas é certamente um local onde poucas pessoas vão.




Infelizmente, foi-nos impossível seguir o track tal como previsto, pois, num dos pontos, havia uma cerca que nos impedia de passar. Assim, tivemos que encontrar um caminho alternativo, o que nos levou a ter de correr por estradas de alcatrão. Com este desvio, fomos dar várias vezes a sítios com a passagem bloqueada, ou por muros ou por portões, e mais desvios tiveram que ser feitos. Já íamos com mais de 4horas e cerca de 20kms percorridos. Visto que seguir o percurso original não era possível e como nos estávamos a atrasar bastante, decidimos que o melhor era fazer a parte final pela estrada de alcatrão. Ao fim de 5horas chegámos a Sintra, mas não ao local onde iríamos acabar. Assim, parámos no mercado para comprar um pão com chouriço quente e seguimos até ao carro. Quando parámos os relógios tínhamos feito cerca de 27kms em 5h30', e 1800 de acumulado. Se juntarmos os 17kms da Fim da Europa, foram 44kms, ou seja, uma espécie de ultra pirata, que muita satisfação nos deu.






Para a História fica esta foto espetacular que diz quase tudo sobre aquele domingo maravilhoso.
Obrigado João Campos, Joel Silva, Zé Bernardino e Nuno Espadinha pela fantástica companhia!



Percurso Fim da Europa
Percurso Da Roca a Sintra

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Correr na serra com Correr na Cidade

Depois de ter começado o ano a experimentar os treinos do João Campos, foi a vez de experimentar os treinos do grupo Correr na Cidade. O treino tinha um bom conceito: correr em Monsanto... à noite! Como tenho andado a treinar com mais afinco os trilhos, achei que seria uma boa oportunidade, até porque iriam estar presentes malta profissional, o que ainda me valeu uns bons conselhos. Outro dos motivos que me levou até ao treino, foi o sorteio do passatempo Azores Trail Run, onde iriam oferecer um convite duplo (dois dorsais) para um felizardo correr no dito trail. Sorteio feito e nada de prémio para mim. Fosse o prémio levar uma sova, e eu seria o grande vencedor.

Mas adiante... Às 19:30 lá se começou a juntar o pessoal junto das Twin Towers. Algumas caras conhecidas dos treinos do João, algumas caras do instagram e caras novas que nunca tinha visto, ou antes, nunca tinha estado com. No total: 15 homens e 1 mulher. O plano era seguirmos um percurso de 10 a 11kms com cerca de 400D+, pela escuridão de Monsanto. O trajeto foi bem escolhido, nunca repetindo as passagens (excepto para beber água) e com um bom grau de dificuldade. Esta dificuldade é acrescida para quem, como eu, usa óculos e sabe o que é ter de correr com as lentes embaciadas. Gostei bastante e, como disse, ir com malta profissional tem coisas muito boas. Numa das descidas, depois de um dos ténis me ter escorregado, o Luis Moura (Ultra-Trail-Maratonista Top Máquina) aborda-me, dando-me uma dicas sobre como "atacar" as descidas e mesmo as subidas, para evitar escorregar. Numa das súbidas mais ingremes que fizemos, de single track e cheia de lama, utilizei a técnica dele e resultou de uma forma que não esperava. Mais à frente, numa descida onde me esqueci de a usar, fui parar com o rabo ao chão. Já agora, a técnica é virar os pés ligeiramente para fora, em vez de ir com eles a direito, aumentando assim a área de atrito da sola com o solo. Isto até pode ser daquelas coisas básicas que todos fazem, mas eu nisto dos trilhos ainda sou um nabiço.

Foi um treino muito bem organizado, desde a obrigatoriedade de frontal para todas as pessoas, dos walkie-talkies usados para a retaguarda comunicar com os da frente, ao percurso escolhido e acabando com a garrafa de água que ofereceram no final do treino. Tudo impecável e que nos deixa com vontade de correr de novo com este grupo. Se as oportunidades surgirem, certamente irei.


No meio de Monsanto

Pequena paragem para esperar por quem ainda vinha a subir.

Aqui, foi sempre a descer a alta velocidade.

A tal subida íngreme e dificil onde só se ia um de cada vez.
Aqui não parece, mas, in loco, foi uma visão espetacular.

O percurso.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

No treinar é que está o ganho.

Já aqui disse que estou nisto dos trilhos há pouco tempo. A minha primeira incrusão foi no dia 26 de Outubro de 2014, numa prova de 15km, realizada na minha terra natal. Depois, em Dezembro fiz mais duas provas, uma de 30kms (em Leiria) e outra de 22kms (na Ericieira). Entre estas provas, fui treinando o que conseguia e ainda fiz uma maratona de estrada. Mas correr nos trilhos é muito diferente de correr na estrada, pricipalmente no que à altimetria diz respeito.

Durante as provas, sinto dificuldades em subir a partir de determinado ponto, quando as pernas já fizeram alguns kms ou quando esta é bastante acentuada. As pernas, simplesmente, não sobem o suficiente. Já nas descidas, o meu problema residia nas dores que me afetavam a zona dos joelhos - na corrida da Ericeira, a escadaria final (a descer) foi feita quase ao pé coxinho. Sei que para melhorar isto, tenho de treinar não só as subidas como fazer algum reforço muscular para me aguentar nas descidas, aliado a um plano de alongamentos para que não fique com os músculos "curtos".

Na minha primeira prova deste ano, na 1ª Etapa do Território Circuito Centro, com 27kms, ainda senti dificuldades em correr nas subidas mais ingremes - mas andando sempre a passo rápido -, mas as descidas foram feitas sem dores, oq ue me alegrou bastante. Pude inclusivamente, treinar ao descê-las mais rápido. Isto acontece porque os treinos ficaram mais regulares e quase sempre em trilhos.

Aproveitando que estou em época de exames da universidade e que não estou a trabalhar, fui treinar para Monsanto e a um treino de "Escadinhas & Subidinhas" organizado pelo João Campos.

A prova em Proença-a-Nova tinha sido no sábado, e estava com medo de não me aguentar em Monsanto, num percurso que tem cerca de 15kms. Terça-feira, a meio da manhã, lá segui equipado a rigor. Tirando alguns enganos no percurso, por azelhice minha em seguir o track do GPS, correu melhor do que esperava. Ataquei as subidas e desafiei as descidas, sempre sem dores. Quer dizer, entre o km 1,5 e o 3, voltaram a doer-me as canelas, mas isto é porque não aqueci o suficiente antes de começar a corrida. De resto, fiz 17km em pouco mais de 2h (quando me enganava ficava ali um pouco confuso e abrandava. Mas fiquei satisfeito por conseguir aguentar sem problemas esta distância, 3 dias depois da prova.




Como se um treino não fosse suficiente, decidi fazer um segundo, desta vez por Lisboa e entre escadas e subidas. Estava um pouco receoso que não conseguisse recuperar a tempo do treino matinal ou que a meio do treino tivesse que desistir. Mas isso não aconteceu. Nas subidas acelerava e não tinah qualquer tinho de problemas, já nas escadas, ao fim de algumas repetições, sentia que as pernas não queriam dobrar nem subir o suficiente para subir mais um degrau. Mas forcei, acima de tudo porque me estava a sentir bem e, no final do treino, tinha subido 1964 degraus, em cerca de 11kms.


 


Isto para dizer que é este o tipo de treinos que me fazem falta e conseguir uma melhor performance. Quero continuar a treinar a este ritmo e ver o resultado na próxima etapa, em Vila Velha de Rodão.
E vocês, que tipo de treino fazem para obterem melhores resultados?

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

A primeira do ano.

Já dei a primeira do ano.
Foi a meio da tarde. Demorou um pouco mais de 3horas. No final estava dorido, suado, mas feliz. Mas acho que todas as 16 pessoas que lá estavam, sentiam o mesmo. Há lá melhor maneira de começar o ano do que numa corrida de quase 21kms? Há! Mas isto foi o que se arranjou.

No primeiro dia de 2015 concretizei algo que já queria fazer desde 2014: ir a um treino do João Campos. Foi o Vai Tudo Abaixo (versão xis éle). Às 16h de uma quinta-feira feriado amena, lá estavam 16 corredores à porta de Santa Apolónia, preparadissimos para uma corridita, que começou em Santa Apolónia em direção a Monsanto e terminou de novo em Santa Apolónia.



Depois da apresentação pelo João, lá seguimos nós estrada fora. Como ele pensa que as pessoas aquecem em cem metros, aos 101m começámos logo a subir. Foi a primeira de muitas subidas que fizemos ontem. Esta ainda a consegui fazer toda a correr. A seguir, bem, a seguir acho que foi aquilo que o João já habituou as pessoas: subidas, escadas, descidas, um percurso nada repetitivo, passagem por locais onde se pode beber água, ninguém ficar para trás e muita boa disposição e alegria para todos. E claro, fotos, muitas fotos para mais tarde recordar.

Houve escadas a descer...




Houve escadas a subir...



Houve subidas...





Houve abastecimentos (não dá para ver, mas ao lado há uma loja vegetariana)...



Houve passagem por Monsanto...



Houve Jardins da Gulbenkian à noite...



Houve pôr do sol e Lisboa iluminada...




Houve foto com o "Red Lonely Heart"...



Acima de tudo, houve um grande grupo e boa disposição.






No final, foram 20.8kms em 3h06', com um acumulado de cerca de 700m. E é como o João diz, "a vida não é só corrida" e isto foi apenas o expurgar das calorias dos excessos do Natal.